Venceu a morte,
mas foi enganado.
Embora vivo, perdeu o norte.
Nasceu faminto,
clamando a sorte,
percebendo o perigo,
arriscou-se pela arte.
...
Jamais surpreso,
louco entre os sãos.
Foi santo, filho, espírito, irmão...
Destinado a não ser reconhecido,
passar despercebido, porque não?
Ele não quer continuar, solidão...
...
Surgiu então, outro tema
Brotou da lama,
recriou suas cenas...
Recitou poemas, esqueceu a surdez,
cedeu a vez!
...
Hoje, vive eternamente,
na cabeça de algum lunático,
vagando, sozinho...
ou dentro de milhares!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
noite
Encapsulado, o último desejo.
Do passo dado, a falta de empenho.
Nunca ocultou a vontade, sempre ferrenho.
Aqueles olhos, eram realmente gracejo?
Tontura, amargura...
O vinho nunca pareceu tão azedo...
Jurou não ser só mais uma loucura.
Porém, sombras, o mesmo pesadelo!
Trevas tomavam conta da mente obscura!
Gritos, ouviam-se atravessando os muros
Visão ficando turva, escura.
...
Tombou, chegando ao local do sonho.
Atormentado pelo vulto que o assombrava!
Pegou a pá, cavou até o fundo,
parou somente quando encontrou a madeira.
Segurando os ossos, urrando!
Volte para o céu ou inferno, desapareça!
Diante dos restos mortais, solitário,
viu a amada, pela última vez,
virar pó!
Do passo dado, a falta de empenho.
Nunca ocultou a vontade, sempre ferrenho.
Aqueles olhos, eram realmente gracejo?
Tontura, amargura...
O vinho nunca pareceu tão azedo...
Jurou não ser só mais uma loucura.
Porém, sombras, o mesmo pesadelo!
Trevas tomavam conta da mente obscura!
Gritos, ouviam-se atravessando os muros
Visão ficando turva, escura.
...
Tombou, chegando ao local do sonho.
Atormentado pelo vulto que o assombrava!
Pegou a pá, cavou até o fundo,
parou somente quando encontrou a madeira.
Segurando os ossos, urrando!
Volte para o céu ou inferno, desapareça!
Diante dos restos mortais, solitário,
viu a amada, pela última vez,
virar pó!
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O último cotejo
Ponto sem nó
ponte sem vias.
Idas e vindas,
mas apenas um destino.
Distinto?
Não. Todos iguais.
Carregamos a mesma sina.
Seja em assalto,
naturalmente
ou chacina.
...
Tentando, impaciente,
esperá-la.
Com capuz, foice...
Foi-se!
Como um sopro...
Deixei de existir.
Fecharam meu jazigo.
Escreveram meu epitáfio,
que eu já sabia decorado.
Ficarei aguardando a minha volta,
no meio das tantas andanças.
Sim, ressuscitarei!
Como das outras mil vezes,
mais sábio e mais forte!
ponte sem vias.
Idas e vindas,
mas apenas um destino.
Distinto?
Não. Todos iguais.
Carregamos a mesma sina.
Seja em assalto,
naturalmente
ou chacina.
...
Tentando, impaciente,
esperá-la.
Com capuz, foice...
Foi-se!
Como um sopro...
Deixei de existir.
Fecharam meu jazigo.
Escreveram meu epitáfio,
que eu já sabia decorado.
Ficarei aguardando a minha volta,
no meio das tantas andanças.
Sim, ressuscitarei!
Como das outras mil vezes,
mais sábio e mais forte!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
escrito perdido #1
encostei o pé no violão,
chutei o ferro, as cordas
toquei a última canção
joguei a capa, as cartas
arranquei sem dó, com a mão
apunhalei, mesmo sem facas
cortei como uma folha, não!
as pálpebras congeladas, quase necrosadas
senti a dor, a lentidão
todas em preto e branco, fotografias
algumas sem pai nem mãe, sem certidão
sem carros, nem metrô, cansadas
vagando, faltando noção..
misturei todos os ingredientes,
coloquei ódio, tristeza e solidão
bati no liquidificador
bebi de uma vez, saí por aí
acenei para o passado,
fui caminhando
sorrindo, sorriso falso
para o resto da minha vida.
chutei o ferro, as cordas
toquei a última canção
joguei a capa, as cartas
arranquei sem dó, com a mão
apunhalei, mesmo sem facas
cortei como uma folha, não!
as pálpebras congeladas, quase necrosadas
senti a dor, a lentidão
todas em preto e branco, fotografias
algumas sem pai nem mãe, sem certidão
sem carros, nem metrô, cansadas
vagando, faltando noção..
misturei todos os ingredientes,
coloquei ódio, tristeza e solidão
bati no liquidificador
bebi de uma vez, saí por aí
acenei para o passado,
fui caminhando
sorrindo, sorriso falso
para o resto da minha vida.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Com os braços amarrados
Preso, cordas que mais pareciam correntes
Era notável o nó cego!
Vendado, não fazia ideia de onde estava...
Gritou, desmaiou, acordou...
Por um milagre, estava solto.
Livre, resolveu escrever o poema épico...
Porém, pensou...
Qual a graça em escrever agora?
Depois de tudo que passou e sofreu
criou nojo dos versos e sonetos,
quis queimar as páginas!
Vontade passou, enjoo continuou...
Embora liberto, seus braços continuaram amarrados...
Para sempre!
Era notável o nó cego!
Vendado, não fazia ideia de onde estava...
Gritou, desmaiou, acordou...
Por um milagre, estava solto.
Livre, resolveu escrever o poema épico...
Porém, pensou...
Qual a graça em escrever agora?
Depois de tudo que passou e sofreu
criou nojo dos versos e sonetos,
quis queimar as páginas!
Vontade passou, enjoo continuou...
Embora liberto, seus braços continuaram amarrados...
Para sempre!
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
sobre a felicidade
Não pretendo esgotar o tema
todo fato serve como experiência.
Se feliz, faço poema,
se triste, faço poesia.
Tento espalhá-la,
propagá-la
mas os ventos
estão cada vez mais fracos,
não conseguem mover os barcos.
Irei ao mar, içar as velas.
Jogarei garrafas com cartas
e escreverei tomado pelas garrafas.
...
Não sei escrever sobre a felicidade,
procurei ser feliz,
por toda parte.
E enfim, te encontrei...
Parei de correr.
Dane-se a razão.
Rasguei as cartas,
vou viver!
domingo, 1 de setembro de 2013
madrugada
Nossos corpos se conhecem
de outras vidas.
Talvez não tão vivas,
ou vividas.
Mas nossas linhas
já não são somente retas.
Nossos beijos,
já não são só mais gracejos.
Essa vida, que ontem era minha
talvez agora seja tua..
Memórias perdidas,
que eu teimo em relembrar..
Sim, vou despertar.
...
Te alegrar
só nós dois,
a rodar, sem parar..
Não. Eu não quero pousar.
Continue, velha radiola,
nunca pare de tocar!
Que saudade dessa música,
que lembrança, tão branca.
Quero a paz,
sem pestanejar.
Quero a ti,
quero estar!
de outras vidas.
Talvez não tão vivas,
ou vividas.
Mas nossas linhas
já não são somente retas.
Nossos beijos,
já não são só mais gracejos.
Essa vida, que ontem era minha
talvez agora seja tua..
Memórias perdidas,
que eu teimo em relembrar..
Sim, vou despertar.
...
Te alegrar
só nós dois,
a rodar, sem parar..
Não. Eu não quero pousar.
Continue, velha radiola,
nunca pare de tocar!
Que saudade dessa música,
que lembrança, tão branca.
Quero a paz,
sem pestanejar.
Quero a ti,
quero estar!
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
O dia em que fui à praia
Enxugue suas lágrimas,
pequena bailarina!
Hoje só iremos apreciar as ondas,
desse mar que nunca seca,
que só enche nossas cabeças de sal...
Santa maré, livrai-nos de todo mal!
...
Amanhã apreciaremos uma sinfonia,
do mais puro silêncio!
Olharemos um para o outro, perfeita harmonia,
e saberemos, sem trocar uma palavra
todos os pensamentos, descendo por um rio
desaguando no Atlântico, Pacífico..
onde quer que seja...
Abençoada praia, serei tua fortaleza
e tu, minha eterna morada!
pequena bailarina!
Hoje só iremos apreciar as ondas,
desse mar que nunca seca,
que só enche nossas cabeças de sal...
Santa maré, livrai-nos de todo mal!
...
Amanhã apreciaremos uma sinfonia,
do mais puro silêncio!
Olharemos um para o outro, perfeita harmonia,
e saberemos, sem trocar uma palavra
todos os pensamentos, descendo por um rio
desaguando no Atlântico, Pacífico..
onde quer que seja...
Abençoada praia, serei tua fortaleza
e tu, minha eterna morada!
domingo, 25 de agosto de 2013
sublime
Neblina cobre o céu inteiro
chuva cai para coroar,
aquele que pareceu ser,
o dia primeiro!
Nostálgico? Erro patético!
Beirando a perfeição,
inebriado pela ambrósia,
escorrendo o néctar sagrado dos potes,
deliciou-se do mais puro sabor! Sorte?
Se conforme, ousado viajante!
...
Parece que nunca existirá comparação..
Tentaram encontrar um rapto mais esplêndido!
Helena de Troia... foi uma maldade tal analogia...
Ela era tão mais bela,
quanto aquela que Paris pediu para Afrodite..
Numa noite de torpor alucinante,
nunca mais existiu tempo tão trovejante!
Ah, o coração bate mais uma vez,
dentro do peito vacilante,
talvez apenas por um instante,
o gramado verdejante cresce,
diante de todos os olhares,
florescendo, percebendo
ele jurou não deixá-la,
até que o dia raie e a jornada recomece!
chuva cai para coroar,
aquele que pareceu ser,
o dia primeiro!
Nostálgico? Erro patético!
Beirando a perfeição,
inebriado pela ambrósia,
escorrendo o néctar sagrado dos potes,
deliciou-se do mais puro sabor! Sorte?
Se conforme, ousado viajante!
...
Parece que nunca existirá comparação..
Tentaram encontrar um rapto mais esplêndido!
Helena de Troia... foi uma maldade tal analogia...
Ela era tão mais bela,
quanto aquela que Paris pediu para Afrodite..
Numa noite de torpor alucinante,
nunca mais existiu tempo tão trovejante!
Ah, o coração bate mais uma vez,
dentro do peito vacilante,
talvez apenas por um instante,
o gramado verdejante cresce,
diante de todos os olhares,
florescendo, percebendo
ele jurou não deixá-la,
até que o dia raie e a jornada recomece!
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
espectro
Sangue do meu sangue.
As veias saltadas,
Corte profundo, pulsante.
Um cheiro de ferro,
Circulação flamejante.
Eu, toda hora sorvendo.
Pagando por uma boa dose de sobriedade.
Agora, será que encontrarei toda a maldade?
...
O barulho do redemoinho te acordou...
enfim você despertou..
é uma pena que tenha sido tragado..
As veias saltadas,
Corte profundo, pulsante.
Um cheiro de ferro,
Circulação flamejante.
Eu, toda hora sorvendo.
Pagando por uma boa dose de sobriedade.
Agora, será que encontrarei toda a maldade?
...
O barulho do redemoinho te acordou...
enfim você despertou..
é uma pena que tenha sido tragado..
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Coragem, Orfeu!
Que a dor seja forte
e o inverno retorne,
eu te abraçarei...
Se eu continuar sem sorte,
encarando a morte, lutarei..
Descerei até o Hades para te ver!
...
Tenha certeza que jamais olharei para trás,
desconfiando que você não me segue..
Por mais que não sinta tua presença,
embora não perceba teu calor,
saberei que estás comigo,
que te carrego no espírito...
Por mais que eu não aguente,
sendo mais forte que todo o presente
um dia seremos um só ente!
Futuro, ah insensato futuro!
Acordei e não consigo parar de pensar em você...
e o inverno retorne,
eu te abraçarei...
Se eu continuar sem sorte,
encarando a morte, lutarei..
Descerei até o Hades para te ver!
...
Tenha certeza que jamais olharei para trás,
desconfiando que você não me segue..
Por mais que não sinta tua presença,
embora não perceba teu calor,
saberei que estás comigo,
que te carrego no espírito...
Por mais que eu não aguente,
sendo mais forte que todo o presente
um dia seremos um só ente!
Futuro, ah insensato futuro!
Acordei e não consigo parar de pensar em você...
domingo, 18 de agosto de 2013
escrito aleatório #5
De que vale viver sem perceber?
prefiro uma vida sem significado
odeio olhar para o passado..
"Quem dera eu tivesse"..
Nada! Não me arrependo do que fiz!
...
Perdão, não tão sã consciência
existem coisas que eu sempre me arrependerei..
Do beijo que não roubei,
do sorriso que não conquistei,
da companhia que eu nunca mais terei.
Eu sei, eu errei..
Peço singelas desculpas ao meu grande bem..
Tentando me recompor,
morrendo de amor,
talvez um dia eu nunca mais me arrependa,
horrendo torpor!
prefiro uma vida sem significado
odeio olhar para o passado..
"Quem dera eu tivesse"..
Nada! Não me arrependo do que fiz!
...
Perdão, não tão sã consciência
existem coisas que eu sempre me arrependerei..
Do beijo que não roubei,
do sorriso que não conquistei,
da companhia que eu nunca mais terei.
Eu sei, eu errei..
Peço singelas desculpas ao meu grande bem..
Tentando me recompor,
morrendo de amor,
talvez um dia eu nunca mais me arrependa,
horrendo torpor!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Ode ao dia frio
Brilhante dia de sol!
Por favor, vá embora..
Dias frios nunca foram tão mais calorosos..
Volta, que do teu beijo nesses dias congelantes, necessito
Sinto falta da tua boca gelada.
Esses dias cheios de nuvens preenchem minh'alma
Gotas dessa água que cai embriagam-me de prazer..
Desprazer..
...
Nada como um cobertor nos dias frios
para escrever rajadas de palavras amarguradas.
Inspiração desgraçada,
porque tu só insiste em aparecer
quando o corpo, já sozinho,
desaba!
Cinzento dia de chuva, vou para casa!
Por favor, vá embora..
Dias frios nunca foram tão mais calorosos..
Volta, que do teu beijo nesses dias congelantes, necessito
Sinto falta da tua boca gelada.
Esses dias cheios de nuvens preenchem minh'alma
Gotas dessa água que cai embriagam-me de prazer..
Desprazer..
...
Nada como um cobertor nos dias frios
para escrever rajadas de palavras amarguradas.
Inspiração desgraçada,
porque tu só insiste em aparecer
quando o corpo, já sozinho,
desaba!
Cinzento dia de chuva, vou para casa!
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
P.G. 1
Deu 2 passos
percorreu 4 ruas
viajou por 8 cidades
aprendeu 16 idiomas
casou com 32 mulheres
cozinhou 64 pratos diferentes
conheceu 128 seres de outro planeta
escreveu 256 livros
morreu 512 vezes
foi ao inferno 1024 vezes
e mal sabia contar...
percorreu 4 ruas
viajou por 8 cidades
aprendeu 16 idiomas
casou com 32 mulheres
cozinhou 64 pratos diferentes
conheceu 128 seres de outro planeta
escreveu 256 livros
morreu 512 vezes
foi ao inferno 1024 vezes
e mal sabia contar...
quarta-feira, 22 de maio de 2013
ilhado
Sendo ilha, tu me encontra
se sou arquipélago, tu é o mar que me circunda
Vento, brisa marítima que respiro
vem junto a mim, compartilha do isolamento sereno
Faz com que as estrelas não se sintam solitárias..
Ancore, não é hora de zarpar..
só nós dois,
ilha e mar!
se sou arquipélago, tu é o mar que me circunda
Vento, brisa marítima que respiro
vem junto a mim, compartilha do isolamento sereno
Faz com que as estrelas não se sintam solitárias..
Ancore, não é hora de zarpar..
só nós dois,
ilha e mar!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
escrito aleatório #4
A vida outrora verdejante,
hoje tornou-se escarlate,
cor de sangue.
Do aroma dos vales,
antes, purificante,
agora só existe enxofre, aniquilante!
Radiação, anomalias e todos os cânceres,
corpos mutilados, covas,
vozes horripilantes...
Terror!
Porque a guerra continuou?
Porque a arte não se perpetuou?
Nossos deuses morreram...
Nasceram os humanos! Miseráveis!
hoje tornou-se escarlate,
cor de sangue.
Do aroma dos vales,
antes, purificante,
agora só existe enxofre, aniquilante!
Radiação, anomalias e todos os cânceres,
corpos mutilados, covas,
vozes horripilantes...
Terror!
Porque a guerra continuou?
Porque a arte não se perpetuou?
Nossos deuses morreram...
Nasceram os humanos! Miseráveis!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Let it burn
Acho que já estou velho demais para morrer jovem..
Penso que vivi muito pouco para acabar cedo..
Não quero mais falar em viver; crescer!
Deixarei que queime sobre minha pele..
Sentirei o ardor, a dor!
Aquela velha agonia,
o sabor amargo da alegria,
olhando tranquilo na avenida,
rosto vazio, vivendo a epifania.
...
Ainda hei de aprender,
sofrerei de todo prazer,
encontrarei cada morrer,
Enquanto isso, não descansarei..
Só não é tempo de jazer.
Penso que vivi muito pouco para acabar cedo..
Não quero mais falar em viver; crescer!
Deixarei que queime sobre minha pele..
Sentirei o ardor, a dor!
Aquela velha agonia,
o sabor amargo da alegria,
olhando tranquilo na avenida,
rosto vazio, vivendo a epifania.
...
Ainda hei de aprender,
sofrerei de todo prazer,
encontrarei cada morrer,
Enquanto isso, não descansarei..
Só não é tempo de jazer.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
O capitão e o mar
Lembrei das poesias cobertas pela poeira,
dos livros repletos de traças,
as páginas amareladas,
a areia no fim do relógio...
O cantar desritmado dos pássaros,
o olhar abobalhado dos marujos,
que não resistiram ao canto da sereia..
...
As garrafas de rum, já esgotadas,
todas as conchas da praia, quebradas,
e as âncoras afundadas..
Só restava a carcaça do navio..
O canto já ritmado dos bacuraus,
indicava o fim da vida dos marinheiros,
que pereceram antes de alcançar riqueza e alegria.
dos livros repletos de traças,
as páginas amareladas,
a areia no fim do relógio...
O cantar desritmado dos pássaros,
o olhar abobalhado dos marujos,
que não resistiram ao canto da sereia..
...
As garrafas de rum, já esgotadas,
todas as conchas da praia, quebradas,
e as âncoras afundadas..
Só restava a carcaça do navio..
O canto já ritmado dos bacuraus,
indicava o fim da vida dos marinheiros,
que pereceram antes de alcançar riqueza e alegria.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Valente
Enquanto uns riam com os olhos tristes,
outros choravam com um sorriso escancarado...
Ai, pobre alma,
tu há de resistir.
Até porque, caro amigo
já desbravaste outros oceanos,
guilhotinastes mil impuros soberanos
e não será apenas um desalmado, profano,
que te fará ruir.
...
Lembra-te o valor da recompensa,
vibre, viva, sinta!
Espere o quanto for necessário,
mas busque o que é seu por direito.
Seu castelo, seu trono, seu tesouro, estão apenas te aguardando.
Acorde! Vá à luta!
outros choravam com um sorriso escancarado...
Ai, pobre alma,
tu há de resistir.
Até porque, caro amigo
já desbravaste outros oceanos,
guilhotinastes mil impuros soberanos
e não será apenas um desalmado, profano,
que te fará ruir.
...
Lembra-te o valor da recompensa,
vibre, viva, sinta!
Espere o quanto for necessário,
mas busque o que é seu por direito.
Seu castelo, seu trono, seu tesouro, estão apenas te aguardando.
Acorde! Vá à luta!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Go, mighty warrior!
Acordei, andei e levantei. Despertei?
Chorei! O choro dos derrotados, ultrajados e humilhados!
Bradei, tremi, arquejei, ajoelhei-me...
Externamente, não derramei uma lágrima,
mas caí em pranto dentro de mim.
...
Então, o heroi descobre que o sol há de brilhar novamente.
Os deuses ainda lançarão raios e criarão novas vidas!
Ah, vá embora bravo guerreiro!
Lance seu tridente contra as tropas inimigas mais uma vez!
Caminhe sobre os corpos, jamais tema o sangue ou o rufar dos tambores!
Nunca amedronte-se diante do mal, pois tu, impávido soldado,
nasceu totalmente capaz de destruí-lo!
Chorei! O choro dos derrotados, ultrajados e humilhados!
Bradei, tremi, arquejei, ajoelhei-me...
Externamente, não derramei uma lágrima,
mas caí em pranto dentro de mim.
...
Então, o heroi descobre que o sol há de brilhar novamente.
Os deuses ainda lançarão raios e criarão novas vidas!
Ah, vá embora bravo guerreiro!
Lance seu tridente contra as tropas inimigas mais uma vez!
Caminhe sobre os corpos, jamais tema o sangue ou o rufar dos tambores!
Nunca amedronte-se diante do mal, pois tu, impávido soldado,
nasceu totalmente capaz de destruí-lo!
terça-feira, 5 de março de 2013
Voe!
Descobri que viver é flutuar em mares nunca desbravados
e que morrer é afundar em terras povoadas.
Só não sei, ainda, por quanto tempo resistirei à ressaca dessas águas,
ou das faces cobertas por máscaras.
Assim, sobrevivo, boiando..
Deixando a brisa me levar,
quem sabe um dia saio do mar e aprendo a voar!
e que morrer é afundar em terras povoadas.
Só não sei, ainda, por quanto tempo resistirei à ressaca dessas águas,
ou das faces cobertas por máscaras.
Assim, sobrevivo, boiando..
Deixando a brisa me levar,
quem sabe um dia saio do mar e aprendo a voar!
sexta-feira, 1 de março de 2013
escrito aleatório (!) #3
Abra a mente
olhe para o céu
fale o que deseja
e de modo algum, nunca se esqueça.
Será que é certeza?
Talvez não seja a primeira.
Ou nenhum. Nenhuma. Algum?
Deve ser difícil, amargurar-se e não conseguir
totalmente letal, angustiante,
como confundir batom com sangue.
olhe para o céu
fale o que deseja
e de modo algum, nunca se esqueça.
Será que é certeza?
Talvez não seja a primeira.
Ou nenhum. Nenhuma. Algum?
Deve ser difícil, amargurar-se e não conseguir
totalmente letal, angustiante,
como confundir batom com sangue.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
escrito aleatório (?) #2
Da caneta, o sangue jorra.
O papel chora.
As letras, todas, comovidas...
Abraçados, ponto e vírgula sabem que o fim é iminente.
Cada palavra escrita é um pedaço de mim..
Verso por verso, aos poucos, vou morrendo.
O papel chora.
As letras, todas, comovidas...
Abraçados, ponto e vírgula sabem que o fim é iminente.
Cada palavra escrita é um pedaço de mim..
Verso por verso, aos poucos, vou morrendo.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
escrito aleatório #1
A inquietude tem me dominado
a morbidez vem se alastrando
consciência se desintegrando
o corpo cada vez mais desgastado.
Mente, sem funcionamento organizado
verdade, realidade desmoronando
onde quer que seja, continua destoando
tempo, de repente, está acabado.
O império esfacelou-se, o rei morreu,
o sol desapareceu e tudo é frio.
a morbidez vem se alastrando
consciência se desintegrando
o corpo cada vez mais desgastado.
Mente, sem funcionamento organizado
verdade, realidade desmoronando
onde quer que seja, continua destoando
tempo, de repente, está acabado.
O império esfacelou-se, o rei morreu,
o sol desapareceu e tudo é frio.
Maldito seja!
Telepaticamente,
inconscientemente,
incriminado.
Instantaneamente,
copiosamente,
eliminado.
Cruelmente,
biologicamente,
enjaulado.
Fielmente,
rapidamente,
controlado.
Ferozmente,
particularmente,
envenenado.
Todos mentem, participam, mutilam-se,
mostram seu verdadeiro eu...
Maldito jogo!!!
inconscientemente,
incriminado.
Instantaneamente,
copiosamente,
eliminado.
Cruelmente,
biologicamente,
enjaulado.
Fielmente,
rapidamente,
controlado.
Ferozmente,
particularmente,
envenenado.
Todos mentem, participam, mutilam-se,
mostram seu verdadeiro eu...
Maldito jogo!!!
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