Venceu a morte,
mas foi enganado.
Embora vivo, perdeu o norte.
Nasceu faminto,
clamando a sorte,
percebendo o perigo,
arriscou-se pela arte.
...
Jamais surpreso,
louco entre os sãos.
Foi santo, filho, espírito, irmão...
Destinado a não ser reconhecido,
passar despercebido, porque não?
Ele não quer continuar, solidão...
...
Surgiu então, outro tema
Brotou da lama,
recriou suas cenas...
Recitou poemas, esqueceu a surdez,
cedeu a vez!
...
Hoje, vive eternamente,
na cabeça de algum lunático,
vagando, sozinho...
ou dentro de milhares!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
noite
Encapsulado, o último desejo.
Do passo dado, a falta de empenho.
Nunca ocultou a vontade, sempre ferrenho.
Aqueles olhos, eram realmente gracejo?
Tontura, amargura...
O vinho nunca pareceu tão azedo...
Jurou não ser só mais uma loucura.
Porém, sombras, o mesmo pesadelo!
Trevas tomavam conta da mente obscura!
Gritos, ouviam-se atravessando os muros
Visão ficando turva, escura.
...
Tombou, chegando ao local do sonho.
Atormentado pelo vulto que o assombrava!
Pegou a pá, cavou até o fundo,
parou somente quando encontrou a madeira.
Segurando os ossos, urrando!
Volte para o céu ou inferno, desapareça!
Diante dos restos mortais, solitário,
viu a amada, pela última vez,
virar pó!
Do passo dado, a falta de empenho.
Nunca ocultou a vontade, sempre ferrenho.
Aqueles olhos, eram realmente gracejo?
Tontura, amargura...
O vinho nunca pareceu tão azedo...
Jurou não ser só mais uma loucura.
Porém, sombras, o mesmo pesadelo!
Trevas tomavam conta da mente obscura!
Gritos, ouviam-se atravessando os muros
Visão ficando turva, escura.
...
Tombou, chegando ao local do sonho.
Atormentado pelo vulto que o assombrava!
Pegou a pá, cavou até o fundo,
parou somente quando encontrou a madeira.
Segurando os ossos, urrando!
Volte para o céu ou inferno, desapareça!
Diante dos restos mortais, solitário,
viu a amada, pela última vez,
virar pó!
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O último cotejo
Ponto sem nó
ponte sem vias.
Idas e vindas,
mas apenas um destino.
Distinto?
Não. Todos iguais.
Carregamos a mesma sina.
Seja em assalto,
naturalmente
ou chacina.
...
Tentando, impaciente,
esperá-la.
Com capuz, foice...
Foi-se!
Como um sopro...
Deixei de existir.
Fecharam meu jazigo.
Escreveram meu epitáfio,
que eu já sabia decorado.
Ficarei aguardando a minha volta,
no meio das tantas andanças.
Sim, ressuscitarei!
Como das outras mil vezes,
mais sábio e mais forte!
ponte sem vias.
Idas e vindas,
mas apenas um destino.
Distinto?
Não. Todos iguais.
Carregamos a mesma sina.
Seja em assalto,
naturalmente
ou chacina.
...
Tentando, impaciente,
esperá-la.
Com capuz, foice...
Foi-se!
Como um sopro...
Deixei de existir.
Fecharam meu jazigo.
Escreveram meu epitáfio,
que eu já sabia decorado.
Ficarei aguardando a minha volta,
no meio das tantas andanças.
Sim, ressuscitarei!
Como das outras mil vezes,
mais sábio e mais forte!
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