e se deixo de existir?
viro número, entro em listas...
estatística!
cegueira, cela imunda
ratos, três por quatro...
psicodelia!
violado, chutado
espancado, mal-tratado...
eu mereço!
não mereço?
vou sair
falta um ano, um mês
mais um ano?!
é natal, tem visita
ninguém veio?
frustração, tudo preto,
me arrependo...
um pedido: resistir!
vai chegar, uma hora vou sair...
voltarei a existir?
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
lampejo
voltou para rua
apesar da lassidão,
esqueceu os odores,
ouviu cada lotação,
aqueceu os ardores,
sentiu nenhuma pulsação.
todos os predicados,
podia mesmo evaporar?
falta de... ar?
calou cada um dos leitores,
precisava falar...
então, escreveu:
-Aquela alegria,
podia acabar?!
...
não importa.
resistiu à tentação.
amanhã eu vou para casa,
você querendo ou não.
apesar da lassidão,
esqueceu os odores,
ouviu cada lotação,
aqueceu os ardores,
sentiu nenhuma pulsação.
todos os predicados,
podia mesmo evaporar?
falta de... ar?
calou cada um dos leitores,
precisava falar...
então, escreveu:
-Aquela alegria,
podia acabar?!
...
não importa.
resistiu à tentação.
amanhã eu vou para casa,
você querendo ou não.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
escrito aleatório #6
sem dor,
senhor.
quero assim:
canta o canto,
ouço sim
o quero-quero
pensa em mim
me desespero
em seu braço áspero,
quase etéreo...
entrego a ti
todo o meu sério
e fico só risos
delírio...
de lírio em lírio,
de rio em rio,
transbordar você:
sorrindo, livre.
senhor.
quero assim:
canta o canto,
ouço sim
o quero-quero
pensa em mim
me desespero
em seu braço áspero,
quase etéreo...
entrego a ti
todo o meu sério
e fico só risos
delírio...
de lírio em lírio,
de rio em rio,
transbordar você:
sorrindo, livre.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
classificados #1
Vendo poesia!
isso mesmo,
vender a prosa
o verso.
Anunciei nos classificados
tentei uma semana,
meses,
um século,
não apareceu interessado...
guardei todos os papéis
[em uma gaveta].
Depois atirei na sarjeta.
...
Tudo bem...
As rimas não eram boas
a maioria,
tão tolas...
Mas era o melhor de mim.
Se não ando tendo inspiração,
melhor agradecer, sem preocupação.
Prefiro continuar assim.
isso mesmo,
vender a prosa
o verso.
Anunciei nos classificados
tentei uma semana,
meses,
um século,
não apareceu interessado...
guardei todos os papéis
[em uma gaveta].
Depois atirei na sarjeta.
...
Tudo bem...
As rimas não eram boas
a maioria,
tão tolas...
Mas era o melhor de mim.
Se não ando tendo inspiração,
melhor agradecer, sem preocupação.
Prefiro continuar assim.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
desconstrução
chuva de aço que cai,
concreto armado que vai
ferro molhado:
enferrujou
estátua do santo que cai,
gesso suado que vai
mulher chorando:
ajoelhou
homem de carne que cai,
o malhete dourado que vai
rosto amassado:
encarcerou
corpo alvejado que cai,
bala do cano que vai
vidro quebrado:
estilhaçou.
*Um salve para o amigo Marcello Uchoa que ajudou na (des)construção do escrito.
concreto armado que vai
ferro molhado:
enferrujou
estátua do santo que cai,
gesso suado que vai
mulher chorando:
ajoelhou
homem de carne que cai,
o malhete dourado que vai
rosto amassado:
encarcerou
corpo alvejado que cai,
bala do cano que vai
vidro quebrado:
estilhaçou.
*Um salve para o amigo Marcello Uchoa que ajudou na (des)construção do escrito.
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