quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O último cotejo

Ponto sem nó
ponte sem vias.
Idas e vindas,
mas apenas um destino.
Distinto?
Não. Todos iguais.
Carregamos a mesma sina.
Seja em assalto,
naturalmente
ou chacina.

...

Tentando, impaciente,
esperá-la.
Com capuz, foice...
Foi-se!
Como um sopro...
Deixei de existir.
Fecharam meu jazigo.
Escreveram meu epitáfio,
que eu já sabia decorado.
Ficarei aguardando a minha volta,
no meio das tantas andanças.
Sim, ressuscitarei!
Como das outras mil vezes,
mais sábio e mais forte!

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