terça-feira, 12 de novembro de 2013

noite

Encapsulado, o último desejo.
Do passo dado, a falta de empenho.
Nunca ocultou a vontade, sempre ferrenho.
Aqueles olhos, eram realmente gracejo?
Tontura, amargura...
O vinho nunca pareceu tão azedo...
Jurou não ser só mais uma loucura.
Porém, sombras, o mesmo pesadelo!
Trevas tomavam conta da mente obscura!
Gritos, ouviam-se atravessando os muros
Visão ficando turva, escura.

...

Tombou, chegando ao local do sonho.
Atormentado pelo vulto que o assombrava!
Pegou a pá, cavou até o fundo,
parou somente quando encontrou a madeira.
Segurando os ossos, urrando!
Volte para o céu ou inferno, desapareça!
Diante dos restos mortais, solitário,
viu a amada, pela última vez,
virar pó!

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