Lembrei das poesias cobertas pela poeira,
dos livros repletos de traças,
as páginas amareladas,
a areia no fim do relógio...
O cantar desritmado dos pássaros,
o olhar abobalhado dos marujos,
que não resistiram ao canto da sereia..
...
As garrafas de rum, já esgotadas,
todas as conchas da praia, quebradas,
e as âncoras afundadas..
Só restava a carcaça do navio..
O canto já ritmado dos bacuraus,
indicava o fim da vida dos marinheiros,
que pereceram antes de alcançar riqueza e alegria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário