sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O fim da Torre de Babel


A Torre de Babel está desmoronando. E isso está acontecendo graças ao uso do tradutor universal. O aplicativo é capaz de traduzir até 52 idiomas, provocando uma grande interação sociolinguística entre os cidadãos do mundo.
O sistema de tradução amplia os horizontes de quem tem dificuldade no conhecimento de línguas estrangeiras. Mas existe um problema: será que o tradutor poderá diminuir a aprendizagem de idiomas ou servirá como incentivo ao estudo linguístico? Após o fim da idade média, o teólogo alemão Martinho Lutero realizou a primeira tradução da bíblia para uma língua estrangeira sem ser o latim, o alemão. Inicia-se aí a tradução universal.
Olhando por esse aspecto, a tradução que Lutero realizou foi de enorme importância para a literatura e um marco no início da tradução universal. Porém, existe outro problema nessas traduções computadorizadas. Pode-se modificar estruturas, sentido das palavras, contexto. Eles estão aperfeiçoando-se, mas ainda existem muitas falhas.
No livro e filme "O Senhor dos Áneis", o escritor J. R. Tolkien criou uma língua falada apenas pelos elfos. No também filme "Avatar", os personagens que habitam o planeta"Pandora"possuem sua própria língua. A semelhança entre esses dois filmes é a capacidade que o homem tem de criar outros idiomas tão complexos, aperfeiçoá-los e torna-los fascinantes.
Nesse aspecto, o que podemos ver nos filmes é que o ser humano consegue aprender a língua desconhecida sem a ajuda de aparatos sofisticados ou tecnologias revolucionárias, apenas com a sua própria capacidade.
O tradutor universal vai se aprimorar cada vez mais. Mas isso não irá impedir que as pessoas se interessem por novos idiomas. Estamos sempre em busca de conhecimento. Como disse Isaac Asimov: "Se o conhecimento pode criar problemas, não e através da ignorância que podemos solucioná-los".

Um comentário:

  1. Acredito que a humanidade caminha cada vez mais para um único idioma, confesso que considero uma hipótese a longo prazo, mas que com a globalização é quase eminente. Filósofos como Voltaire, Montesquieu e Descartes fizeram seus esforços na tentativa de criar uma língua universal. O esperanto a mais bem sucedida destas, teve seus 15 minutos de sucesso. Mas acredito que estamos mais perto do que nunca, de norte a sul temos países que adotam o inglês como segunda língua, que vem se tornando obrigatória, em vários aspectos sociais. Só consigo comparar este com o latim, mas assim mesmo não julgo ser uma comparação justa. Os de opiniões contrarias, afirmam que por se tratar de uma ascendência americana condicionada a sua influência econômica atual, consequentemente cultural, torna a unificação da linguagem muito imprevisível.

    Quanto aos tradutores, é uma faca de dois gumes, pelos motivos pré citados por ti, na minha opinião é um ponto a favor dessa universalização da linguagem, já que este, dificilmente virá a substituir por completo o real aprendizado de línguas, ao ponto que vem a ser mais um instrumento de auxilio nessa caminhada.

    Abraço. Leandro.

    ResponderExcluir